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sábado, junho 13, 2009

O medo

Que palavra tão pequenina
Guarda em si a descoberta do mundo e do ser só.
É tão primitivo o medo do escuro
Que esquecemos.
Com o tempo
Medo disso e daquilo outro
Mas no fundo
É só mesmo o medo do escuro.
Quantos anos se passaram
Tempo de sobra
E o medo ainda me assombra.
Entra porta adentro
Bate na janela
É um vulto,
Um fantasma
Ninho vazio
uma criança e seu desejo de colo,
Um sonho ancestral dizendo
Vai, medo, vai embora para sempre.

Carolina

2 comentários:

Anônimo disse...

O medo ao desconhecido, ao incerto, a escuridade... sempre aí dando-nos para atrás, roubando-nos muitas vezes a aventura e o lume das fogueiras de prometeo.
A vida é umha luita contra a escuridade que nunca remata nem sabemos como acava... mas mentres luitamos estamos vivos!!!

Gostei muito desta poesía, aguardo que nos deleites com muitos máis!

Umha aperta deste lado do atlantico!

AFP disse...

Gostei do poema e penso como o Jorge que deves seguir deleitando-nos com novas composiçons.

Um abraço desde a Galiza e as letras da nossa língua comum.