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sábado, julho 27, 2013

LIBERDADE

E evito reproducir essas verbas
que cruçavam dumha beira a outra
pra que o poema nom leve nome
inda que a secçom de metais
me soe a festa,
música ao longe pola recta da Areosa
caminho de ida ou volta á casa, mesmamente.
Festa de verám
que podo evocar e ulir sem que tenha sido,
essas noites a trinta grados
e essas estrelas a arder no ceu,
cadro do horizonte pintado
com cheiro a herva seca á beira do caminho.

Maldito misticismo que cruçou verbas e olores remitentes
que nom levavam senom ao destinatário mundo.
Ilusa eu, ilusa estoutra
e aqueloutra dona de haikus paridos antes
de que o leite do leito derramara por riba súa.
Ilusas todas as que agora,
malia a dor que já foi,
erguemos a bandeira daquel pirata que Espronceda
pintou vento en popa.

I eu, que ás vezes quijera ser viajeira de trem
Alvia, saír voando esnaquiçada
e ficar na memória duns ferralhos
outras reconheço-me na sorte da vía paralela
e tenho vontade de cambiar os ríos
angostos e calmos de batuxos em desuso
polo ancho mar onde os piratas románticos
eram donos da sua marginalidade
na evassom da imensidade mais infinita:
o seu própio ser.

4 comentários:

Jorge CimadeVila disse...

A objectividade neste caso, como no haiku, é algo própio de cada um. Antes de falar dela compre ter unha cheia de elementos que não se têm nunca. Como dizia um mestre meu na carreira existe o direito a "ignoráncia racional" mas eu traduciria-o como necessidade e não como dereito posto que sabe-lo tudo é impossível. Mas compre dizer que ninguem é dono da sua marginalidade porque esta vindo imposta e podendo ser amada não é algo que se posua, é algo que se sofre. Bukowski em "abraçar a escuridade" descreve-o muito bem. Também di o autor "Jogos de nenos. Isso é tudo o que a gente faz, jogos de nenos. Van da cona a tumba sem que lhe roce sequer o horror da vida". O horror da vida existe para tudos, e não há que crer-se ilusos, há que abraza-lo, decatando-nos de que tudos o sofrimos e que as coisas não são como parescerom, e que a gente não é muitas vezes o que cremos que é. Eu com isto não quero dar nengunha lição, porque são muito novo e muito ignoránte. E por isso, porque carezo de muita sabedoria, informaçom, são muito inocente, e tenho pouca malícia... Não me vou permitir um lujo como julgar.

Evinha disse...

E é por iso mesmo que como a objectividade é própia de cada um, nom existe mais lá da teoria escrita num anaco de papel...
Mas estám bem os intentos que dela se poidam fazer (creo eu), alomenos aínda que nom sejam reais servirám para cubrir esa necesidade de "listeça postiça" que eu lhe chamo...
E ao melhor nom consola, mas ajuda a sentir um bocado esse bem mais amado: LIBERDADE.

sabina moon disse...

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