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quinta-feira, outubro 12, 2006

A dor de viver-me

Às vezes sinto que não caibo na alma.
Que estou do tamanho de uma explosão iminente...
e frustrada.
dissolvo-me então na angústia do deveria-ter-sido,
como um espirro involuntariamente contido...
mas que sangra;
por dentro;
nas fissuras que provoca na alma.
E lá estão elas:
as cicatrizes de tantas outras fissuras
por tantos outros espirros contidos,
a lembrarem-me do que tento esquecer a vida toda:
a dor de viver-me

Flor de Dezembro

Um comentário:

O Garcia do Outeiro disse...

Umha muito formosa composiçom.