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segunda-feira, setembro 29, 2008

DESALMADA ALMA

Desalma-me a espera
Confundem-me as bifurcações
Confusas dessa vida por vezes sem sentido

Altera-me o humor o franzir da testa
Meu desassossego é a incerteza
Essa conspiração de atos destoantes contrastantes
Que se desmentem e evaporam diante de meus olhos
O mundo costuma se abrir sob meus pés

Procuro floreios para enfeitar a realidade
As cores parecem não combinar
Percebo ambigüidades e vago mirando o complexo
Cansaço que se abate sobre mim

Deito na cama desalmada malamada
Inconsciente do desatino que me espreita
Em marcas na pele fina frágil e branca
Tenho colapsos, lapsos, agito-me, reviro-me e sangro de chorar.

Inquietação dantesca

  • Gérbera

Um comentário:

O Garcia do Outeiro disse...

... e sangro de chorar...

volve escrever!!!