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segunda-feira, agosto 22, 2011

À VINDA DESTA NOITE

Co próxima que fica
A noite que se chega
Despertam as estrelas
Dum sono luminoso,
O sol vai-s’embora’ao chegar as sombras.
Aos paus da luz, estéreis,
Secou-lhes, imaturo,
O fruto da cimeira
Que já nom ilumina,
Guardamos memória das velhas formas
Enquanto resistem à’Escuridom.
Já’orvalha de contínuo
E logo geará
Mas nom atereçamos,
Fagamos ess’esforço,
Havendo companheiros
Jamais ficamos sós.
As mans preparadas, colhendo forças,
Já ventam trabalhos que s’ham fazer
Nuns tempos que vam resultar difíceis.
A lua’está de férias
Nom anda perto nossa
Pra ser qualquer ajuda,
Enquanto’um véu brumoso
Recobr’os nossos olhos
E dá fortuna’às bestas:
Impede-nos o medo
Quando’é tam necessário
Poder fazer sem travas.
Nom podes ficar inactivo’agora,
Dos fôlegos teus há nascer Futuro
Que mat’o Passado virado’em sombras
E traga’afinal a Manhám de volta.

2 comentários:

Jorge V. disse...

Irmão Héctor, Estou a gostar muito desta cadeia que levamos ti lheu! acho que lhe das bom xeito así que podes ficar tranquilo com respecto ao que me dizias no comentário anterior! Creio que a túa ideia é boa e por isso já escrevim a resposta mas programei-na para passado manhá a fim de que quem leia o blog poida seguir a dialéctica a um ritmo tranquilo :D

Umha aperta irmão!

Heutor disse...

Se ti gostas eu gosto também... e mesmo acho que estas fórmulas criativas podem dar em cousas realmente belas. Pode até ser o nosso modo de sairmos das nossas torres de marfim (lembrando, creio, a Rubém Dario). Aguardo com impaciência a próxima publicaçom.
Abraços fortes