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sábado, janeiro 22, 2011

Abrentes

No cinto da derrota
Na soga da sede celestial
Nos desertos da raçom
E nas praias da mentira e da verdade
Eu vejo amor. E olvido. E desolaçom.

No silêncio do universo
No falar dos utensílios
No fulgor da escuridade.
Facendo-se o mundo
Umha e outra vez.

Da-me pena os paxarinhos
eternamente tezendo
Um manto florido de notas.
Cada ano, cada século, cada milênio.
Infame é, se for, esse deus.

Eu vejo amor, E olvido, E desolaçom.
Umha e outra vez.
Infame é, se for, esse deus. 

2 comentários:

O Garcia do Outeiro disse...

Muito emotivo este teu poema que acho que entronca com um dos meus últimos contributos a este blogue. Parabéns pola fundura e as emoçons que desprende esta tua composiçom. Umha aperta irmandinha

Heutor disse...

http://letras.terra.com.br/valete/859930/

Para vermos outras poesias... de temática semelhante à que tratamos nós por vezes. Nom leades apenas, dade-lhe a play no vídeo de youtube da marge direita... é poesia recitada dum dos compositores dos que mais gosto.
Abraços