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terça-feira, outubro 26, 2010

"No meio do caminho tinha uma pedra"
Carlos Drummond de Andrade

Esqueces as lembranças
e resignas-te a viver sem memoria,
Olvidas mas ves a cortadela
falando sobre as mãos com ledícia.

Quantas noites des-tecidas num soio instante,
Quantas silvas cravadas sem sustáncia,
Como perdoar ao vizinho quando o miras?
Pinta sobre o marco da túa conciência
com sangue do carneiro que te emprenha.


Cima de Vila, 24 de Outubro de 2010.

3 comentários:

O Garcia do Outeiro disse...

Genial, gostei imenso deste poema: "Pinta sobre o marco da tua conciência/ com sangue do carneiro que te emprenha".

A Conxurada disse...

Parece ser que esquecer está de moda.

Gostei, gostei moito.

Diego Taboada disse...

Puf, Jorge, fantástico.

Os dous últimos versos teñen moitísima forza.

Parabens