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terça-feira, março 20, 2012

Acima das nossas possibiiidades




Está esta soidade inmunda
a partir-me em dous
o cam nom ladra, a estrada mira ausente
os ceos de Cima de Vila 
nom querem dizer nada.

Quem preguntara por min 
quando a terra fale calada
e o estreito que agarda 
separando norte e sur
se estreite cada vez mais 
ata lambernos a suor.
Verás amor que 
nom ficam autoestradas
só caminhos de terra e po, 
cabalos que agalhoupam
rosas no meu coraçom, 
palavras penduras dalgum outro patim.

Fomos nós, que vivemos 
acima das nossas possibilidades.

2 comentários:

O Garcia do Outeiro disse...

Muito bom poema jogando com um elemento externo e aprofundando coma sempre no muito necessário homanismo desde a poesia. Apertas

Heutor disse...

E o outro gajo, no cadeirom, nom acertava a dizer mais do que "piegas, piegas". Manda caralho, nem argumentos som necessários já!!!