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segunda-feira, dezembro 29, 2008

Máis alá

Pouco a pouco desapareceremos da face das rúas
e as pedras da zona velha por pisa-las pagaremos,
Voltaremos sem querer, sen dar-nos conta apenas
ao velho burgo, á velha aldeia, á velha casa labrega
a ser escravos da nossa liberdade, a trabalhar foros
de novo voltaremos.
Entóm virám cadelos na noite negra
paseando entre neve ao noso redor
e facéndo-nos sentir o medo dirám:
Nom há nada que facer, estás só,
abandonado só, contigo só, no meio do deserto...
cumha pedra no meio do caminho tí só,
sen ninguem, só, padecendo infernos
é hora de esfumar-se ao paraiso das mil virgens!
"Inmola-te maldito anano, consume-te
como se consume tudo na fogueira
da única ideología, da única religiom"
Ti só, simplesmente, pensando na patria
e no berce cativo mentres os ananos che dim
que nom serve de nada alegar,
que do faro nom pasas.

Um comentário:

O Garcia do Outeiro disse...

Moi bom, moi bom! Isto é expressom de sentimento e carrage, hai que voltar à poesia social sem por isso deixar de procurar a vanguarda, mas longe desse após-modernismo baldeiro que plantejam os que nada tenhem que dizer e os que nada tenhem que defender para além da cultura servil do sistema. Nós Sós!