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segunda-feira, abril 16, 2012

A forza do colectivo

Era pequena,

non entendía moi ben aquelo do colectivo.

Co tempo todo cobrou sentido:

era sentir.

Era forza.

Era loita.

Era suma.

Todo para liberármonos.

Como persoas, como pobo.

De soto del real

até Becerreá

estaremos aí

con todas as tintas posíbeis.

Coma mariñeiras valentes

que arrostran na tormenta.

Coma labregas que seguen

inda con dor de costas, a sachar.

Loitaremos

con ríos e montañas de tinta,

persistiremos.

E venceremos,

con aquelo do colectivo:

esa liña supraindividual

que nos fai existir en singular.

Velaí a forza do colectivo.


(Eis a minha resposta aos vosos comentarios. Obrigada!)

7 comentários:

Heutor disse...

Este poema estava na carta? No que lim eu acho que nom... Se nom estava tes-lho de mostrar nalgumha ocasiom, decerto há-de gostar. Já será umha grande vitória na minha opiniom se conseguirmos viver dumha outra maneira, falará o tempo

Jorge CimadeVila disse...

Que difícil atopar o camiño nestes tempos de incerteza, onde non hai oportunidade de sobreviver apenas...

Antom Fente Parada disse...

Concordo com o Heutor, é um belo poema e uma melhor homenagem para Maria e todas as mulheres e homens comprometidos da Galiza. Apertas

Antom Fente Parada disse...

Mandas-tes a carta então? Olha que te disse que queria participar dela (dava-me igual o conteúdo mas assinando-a).

Heutor disse...

Garcia, nom inventar pronomes: qual pronome é "-tes"? Creio que a encaminhou Eva, mas ainda nom lhe perguntei polos gastos, que tou disposto a partilhar, com certeza. Volto a dizer, se ainda nom leu terá de ler nalgum momento, sempre é gostoso ficar um pedaço dum dentro dum poema.

Evinha disse...

Sim a carta já foi encaminhada vai um tempo, e sim, íam os vossos nomes pechando as verbas alentador-filosóficas do Heutor.
Inda nom recibimos resposta...cada día que passa, mais penso que nom lha figerom chegar e que repousa no lixo que algum pétreo funcionario de turno decidiu engrosar com ela...Ogalhá estiver errada!

Evinha disse...

Este poema nom estava na carta, o que lhe mandei eram catro versos doutro poema que ilhados acaíam bem!

Respeito do segundo comentario, o do Jorge:
Seria hipócrita negar que atravesamos caminhos com pedras bem grandes, piores case, ou case sem case, que as corredoiras enlamadas pelas que caminharom os nossos ancestros, mais o que tambem é certo é que as oportunidades de sobreviver estam na palma das nossas mans...só temos que abrirno-las e atopalas! Que cho digo eu! Proba, busca e atoparás! Verás que sim! Cumprimentos!