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quinta-feira, abril 26, 2012

Ancares, onde o coraçom se volta verde leira


A-ndivem
N-os teus
C-aminhos
A-
R-enovar a minha
E-xcéptica
S-ensoriedade.

Porque en ti, ANCARES,
habitam tódolos sentidos,
porque renovas pulmóns e semente.
Porque es país de sonhos,
cuberto de teito vegetal.


    ***********

Ca alma núa,
non há maior sentimento
de LIBERDADE
ca roçar ca nada.
Co sol e coa lúa.

Abraçar a INMENSIDADE
nunha aperta visual.
Sentir-se liberado
do gris-opaco, do fume,
da boa da cidade.

Aló no alto, VOAR:
o ter o mundo
ao alcance da man,
de atravesar vales e montanhas,
tocando o infinito...
Só con estar, co zoar.

A UNIVERSALIDADE
de sentirse aos pés do mundo:
xoaninha na palma dun
xigante,
abelha sem colmea
na grandeça dumha albariça.

O coraçom volta-se
verde LEIRA e açul bandeira
pintado a esponxa,
cal parede de palhoza, rehabilitada.

As árbores todas, cantam
o som da nossa libertaçom,
e a FELICIDADE atopa
a súa verdadeira estaçom.

Nom há ruído:
o som do silenzo
alimenta-nos.

LIBERDADE,
INMENSIDADE,
VOAR,
UNIVERSALIDE,
LEIRAS...

Ancares, ti, Ancares.
Ancares, eu, contigo, Ancares.

Um comentário:

Jorge CimadeVila disse...

"Eiqui sábe-se bem o pouco que é um homen" :D