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terça-feira, junho 23, 2009

Discursos perdidos

Inmensas caretas/maniquís bailam a fume de carozo
numha messa prenhada de auga em potencia;
As miradas alampando as portas da alma
e os beizos enganando a pensamentos orfos.
Ás barricadas nom estám acostumadas
para esta noite que respira a violencia
dos elementos elementais da nossa ansia.

Eu som abastracto, eu venho da abastracçom.
Ela me pare e ela me da de mamar e me calma.
Eu som poeta da minha cassa e da minha habitaçom.
Eu miro fotos oxidadas mas nom extranho em nada:
tudo quanto me foi roubado polo devir da auga
no rio lethes onde se esquecerom os soldados da batalha
ou simplesmente nesse regato no que bebiam as vacas.

Mas que lhe importa a quem esqueceu a existência
e nom sabe ler as nossas pegadas nim as nossas estrelas.
Se o mundo é gravidade pode que seja inércia.
Mas que máis da falar ou estar calado agora
quando já nom se ouve na terra das ágoras
o discurso podado e relançado do profeta de Nazaret.

4 comentários:

O Garcia do Outeiro disse...

Fantástico, este poema tem umha altíssima qualidade e si talvez "se o mundo é gravidade pode que seja inércia". Rachemos com a inércia como outros tentárom rachar acendendo lumieiras nos curutos, cuja labareda ainda podem ver os que albiscam desde os seus miolos o discurso milenário, fora de intérpretes fariseus e odiosos ministros celestiais.

E a parabola fixo-se carne,
e das carnes que se encontram
nacérom as árvores e as arelas,
as crianças que por cima da Terra
ainda berram rexo e forte INDEPENDENCIA!

Raíz Verde disse...

Nós somos a lenha que alimenta a lumieira, berramos hoje para que a nossa voz retumbe entre os montes e chairas da nossa pátria e para que o seu eco seja ouvido algúm día polos nossos filhos. Esse día em que os nossos berros entrem na boca dos nossos filhos, como diziam os martires de chicago, o nosso silenço será muito máis poderoso que toda-as vozes que eles silenciam hoje (com o barulho dos seus media)

Umha aperta separatista! (que lhes fode máis xD)

Carolina disse...

Bonito isto: " Mas que lhe importa a quem esqueceu a existência
e nom sabe ler as nossas pegadas nim as nossas estrelas..."
Um abraço
Carolina
Em algum momento, vou escrever algo a partir desta tua idéia!

Até mais

Carolina

Raíz Verde disse...

encantado de que o fagas xD aguardamos com impaciencia!!!