Pesquisar este blog

sábado, junho 13, 2009

O medo

Que palavra tão pequenina
Guarda em si a descoberta do mundo e do ser só.
É tão primitivo o medo do escuro
Que esquecemos.
Com o tempo
Medo disso e daquilo outro
Mas no fundo
É só mesmo o medo do escuro.
Quantos anos se passaram
Tempo de sobra
E o medo ainda me assombra.
Entra porta adentro
Bate na janela
É um vulto,
Um fantasma
Ninho vazio
uma criança e seu desejo de colo,
Um sonho ancestral dizendo
Vai, medo, vai embora para sempre.

Carolina

3 comentários:

Raíz Verde disse...

O medo ao desconhecido, ao incerto, a escuridade... sempre aí dando-nos para atrás, roubando-nos muitas vezes a aventura e o lume das fogueiras de prometeo.
A vida é umha luita contra a escuridade que nunca remata nem sabemos como acava... mas mentres luitamos estamos vivos!!!

Gostei muito desta poesía, aguardo que nos deleites com muitos máis!

Umha aperta deste lado do atlantico!

O Garcia do Outeiro disse...

Gostei do poema e penso como o Jorge que deves seguir deleitando-nos com novas composiçons.

Um abraço desde a Galiza e as letras da nossa língua comum.

jverdi disse...

Oi

Te convido pra conhecer meu Blog e minhas idéias.
Qdo. tiver um tempinho, dá um pulo lá.

http://www.julio-verdi.blogspot.com/


Bjs


Júlio Verdi