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terça-feira, junho 23, 2009

Os tractores tomaróm as rúas,
figerom a alba de gloria pola súa conta
sem avissar a niguém, sem ruido,
cinguirom aos torpes peóns de tírria
e dijerom-lhes as facianas de espanto:
Nós somos o teu corpo de cristo
que chupas e chupas e deijas sem sangue.
E na verea que leva de dereito,
á rúa da poetisa maior deste Reino
cantarom por fim cantares perdidos.
Dijerom aquelo que ninguém se atrevía:

vivimos!

Fechada queda hoje a boca da pleitesía,
Ardendo está o cadaleito que nos figerom,
Relámpagos de luz aiream as empolvadas rúas,
As golondrinas volvem a tocar na túa janela.
Alguém sabe que o lume dos curutos
saltou dos sonhos as leiras, das leiras as rúas
e... já esta chegando as conciencias.
Os tractores volverom traendo consigo
olor a terra, vaca, aire, paz...
Queimando chapapote negro é miserento
troujerom consigo a voz da aldeia á cidade triste,
a última virtude fujida voltou a terra.
Veu a ledicia, a comunidade, a aurora.
Voltou ser o tempo o que era e prendeu
sem quere-lo a história de novo no tempo pressente.
Passou, passou, passou, é certo!
que os tractores voltarom ó rego!

2 comentários:

O Garcia do Outeiro disse...

Nom passarám!

O problea do agro segue tam candente coma nunca e a falha de consciência entre os labregos nom os puxa a exigir dos sindicatos umha acçom conjunta e contundente nem a toda a classe operária galega a procurar posturas em comum que permitam artelhar umha frente forte para reagir mediante a greve geral e atingir as suas justas e mínimas vindicaçons.

Avante com o povo, avante com o agro, NOM PASSARÁM!

Raíz Verde disse...

como sempre soio dizer eu a soluçom esta no agro ou nom a haverá!

AVANTE!