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terça-feira, junho 02, 2009

(É dia 1)

Fico só, abandonado, a tarde nom me di nada.

Os caixeiros ininterrumpidamente repartem os suspiros

do día primeiro deste mes soleado.

Há feira por certo em ferreira (É día 1)

e eu lonje das casetas e do vinho.

Ninguém me aprende nada

e os barcos naufragam com eu só.

Umha nuve no ceo limpo,

Umha verba no silêncio,

Um ¿poeta? na inmensidade

das rúas atarecidas de sede e fame.

Quem dis que tem fame?

Eu nom quero ser niguém.

4 comentários:

O Garcia do Outeiro disse...

O silêncio é o seu aliado e a fame e a sede de justiça tamém, malditos embrutecedores de esperanças e laios livres.

Eu tampouco quero ser ninguém por nom ser um deles.

Umha aperta irmandinha

Tondo Rotondo disse...

Umha aperta irmandinha !!!

Lulaboy disse...

Os textos estão cada dia melhor...parabéns!

Carolina disse...

Olá, Jorge

Achei belíssimo este poema.
Um abraço

Carolina