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terça-feira, junho 23, 2009

Pós-modernismo

A Jorge, pirata das leiras que ainda som nossas

Se eu fosse poeta, ou poetisa, ou poetastro
cantaria às flores, as margaridas e às meninhas bonitas
e ao meu pixo excitado cos colhons de arrastro.
Exaltaria as bondades deste maravilhoso mundo
e até diria yo soy rebelde porque el mundo me ha hecho así.

A inconsciência é a pior das cegueiras
a consciência a maior peja da felicidade.
E eu poeta atemporáneo
consciente da inconsciência
deito lixo no papel
já que vivo nunha esterqueira
chamada sociedade (?) galega.

Um comentário:

Raíz Verde disse...

Obrigado por umha dedicatoria que mui provavelmente nom mereza! Creio que é o primeiro poema que me adicam ou a lo menos passou já tanto tempo desde o último que nom me lembro...
Somos certamente conscientes da inconsciência e isso trae-nos a estas alturas da romaria "a maior peja da felicidade". Pero é moi possivel que o nosso papel esteja em cuspir a miseria própia e a que vemos aínda que isso poida custar-nos ser cuspidos dos beizos e olhos dos demáis, de nom ser assi estaremos sofrindo a "pior das cegueiras" ou o que Iago Barros denominou umha vez como " a condena da história".

De todolos jeitos mentres aínda resistimos estamos vivos! E se resistimos venceremos!

NÓS S.O.S!!!