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segunda-feira, junho 14, 2010

Praemunire

Se vinheras de novo a min
eu já nom estaria neste bosque
nem seria máis gonicela nem esquio...

Se vinheras umha outra vez
só verias montes de esterco e de palha
aguardando picanhos de mango podrido.

Se volveras verias
que as noites agora tornarom longas
máis do que forom e imaginei nunca.

Se volveras de novo aquí
é possível que eu já nom esteja
deitado entre ás cirdeiras.



4 comentários:

Raquel disse...

parece triste, embora bonito e vice-versa.

O Garcia do Outeiro disse...

Formoso poema de desamor, ou assi o interpreto eu quando menos com esses elementos naturais que remetem para as composiçons medievais com o toque subersivo da nossa poesia-de-aira ;-)

Raiz_Verde disse...

é um poema velho, mas tem mais que ver com os cambios que nos infringe a vida e fam que sejamos persoas totalmente diferentes ó q eramos que outra coussa.

Heutor disse...

Vê-se que é possível: escrever sob o amor (lato sensu) sem cair na monotonia das fórmulas vazias e repetidas dos estereótipos que deformam este tipo de relaçons humanas. Avante coa vossa poesia, rapazes (e rapazas)!!!