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terça-feira, junho 15, 2010

DIÁRIO DA VIDA NA CIDADE

01/01/01
Parece-nos muitas vezes
Que moramos em borbulhas
Restringindo’o nosso passo.

02/01/01
Daquela me torno ciente
Das borbulhas opressoras,
Quando’o dia já foi morto.

03/01/01
Fazemos um só caminho
Cada dia pola Urbe
Evitando ser curiosos.

04/01/01
Algum se pergunta’às vezes:
“Como fago sempr’o mesmo
Sem sair-me nunca fora?”.

05/01/01
Olhei um bom dia lá,
Esses sítios inda’ignotos...
Aínda temo visitá-los.

...

(Bebim a sexta à noite
Cerveja’em demasia.
Quiçá, cambaleante,
Rompim essa borbulha
E’andei por lugares que nom devera)

4 comentários:

Raiz_Verde disse...

gram poema Heutor, ás vezes há que romper á monotonía, os caminhos traçados para ver máis lá do que pensavamos.

Heutor disse...

Obrigado polo teu comentário. Para dizer verdade, tentei continuar co espectáculo, pois "The show must go on" e o desarraigamento nom finda no agro, senom que continua na Urbe impessoal e solitária. Abraços

O Garcia do Outeiro disse...

Bom poema Heutor, só quiçais a estrofa entre parénteses lhe desmereça um chisco ao conjunto. Vejo que o Rapaz de Casares está imparável na carreira poética. Umha aperta

Diego Taboada disse...

pois "The show must go on" e o desarraigamento nom finda no agro, senom que continua na Urbe impessoal e solitária

... ;)

Xa nos iremos encontrando na urbe, tranquilo.